Não sei se ela tem a chave do apartamento; em todos casos, entra sem muita cerimônia. Geralmente chega pouco depois de meia-noite, quando me deito. Pálida, com o rosto chupado, cabelos secos e muito magra, Dona Insônia se senta à beira da minha cama e fica a madrugada inteira acariciando meus cabelos com suas mãos geladas e sussurrando docemente historinhas de medo e decepção.
outubro 18, 2011 às 5:27 pm |
Hmm… textos q nos fazem pensar num começo e no fim… Muito legal*